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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Teatro - 1º Ato, por Duarte Pereira


A PEDIDO DE SR JOÃO NOVO
É SÓ UMA IDEIA.
TEATRO EM ESTREMOZ
 
 
PRIMEIRO ACTO, PRIMEIRA CENA E ACABA A APRESENTAÇÃO.
 
ACTORES- GERTRUDES - JOÃO MARCELINO
MARIA - GILBERTO PEREIRA
SENHORA MAL FEITA ~CONDEÇO
DOIS VOLUNTÁRIOS SENTADOS.

UMA MESA NO CENTRO

ANDA O CONDEÇO A PÔR A MESA DE PREFERÊNCIA EM MINI SAIA E SALTO ALTO.
CHEGAM DOIS HÓSPEDES.
SENTAM-SE E FICAM CALADOS.

O CONDEÇO PODE IR TRAUTEANDO UMAS MÚSICAS.
PELA SALA DENTRO ENTRAM AS COMADRES COM VESTIDOS LARGOS E PELOS PÉS.
PERGUNTAM AOS PRESENTES ONDE FICA O ALMOÇO DO BATALHÃO.
ENTRETANTO TAMBÉM ENTRA PELA SALA ALGUÉM JÁ CONHECIDO COM UMAS LIGADURAS A ARRASTAR UMA CADEIRA E SENTA-SE.

VAMOS ÀS FALAS:

GERTRUDES PARA A LINGRINHAS (CONDEÇO): ENTÃO AFINAL NÃO SABE ONDE É O ALMOÇO CONVÍVIO??
A SUA CARA NÃO ME É ESTRANHA, JÁ FOI ENFERMEIRA??
ACHO QUE JÁ A VI COM UMA SERINGA NA MÃO.

MARIA: AQUELAS PERNAS ESTÃO MAIS TORTAS QUE AS NOSSAS.

LINGRINHAS (CONDEÇO) RESPONDE:
ISTO AQUI NÃO É NENHUM LAR DE TERCEIRA IDADE, FAZEM O FAVOR DE SAIR.

GERTRUDES: AGUARDE UM POUCO QUE EU JÁ LHE RESPONDO.

GERTRUDES PARA A MARIA:
MARIA NASCEMOS QUASE NA MESMA ALTURA E PERTO UMA DA OUTRA, PORQUE É QUE EU FALO ALENTEJANO E O TEU SOTAQUE É DO CADAVAL?

GERTRUDES: AGORA É PARA A MENINA, FAZ FAVOR CHAMA UM TÁXI QUE NÓS JÁ ESTAMOS ATRASADAS.

PARA O LAR DA TERCEIRA IDADE VAI O PI. PI .PI. TÓINO CALA-TE , LEVANTA-TE E VAMOS PARA A FESTA.
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Reencontro I, por Américo Condeço

Hoje dia 14 de Novembro de 2013 encontrei pela primeira vez após mais de 40 anos, um COMPANHEIRO das lides militares em terras de Moçambique nos anos de 1972 a 1974, de seu nome João Marcelino e foi assim:
De manhã bem cedo estava eu a planear o meu dia tocou o telemóvel e eis senão quando do outro lado ouvi o convite, queres ir almoçar comigo hoje?...

A agenda estava limpa livre de marcações e disse logo que sim, bem havia umas quantas coisas a tratar da parte dele e por mim, e então combinamos encontrar-nos numa grande superfície aqui da zona.
Á hora, mais minuto menos minuto, lá nos encontrámos, ainda no parque de estacionamento subterrâneo (chegamos ao mesmo tempo).
Uma buzinadela e um leve acenar e ai estávamos nós a tagarelar um com o outro depois dos abraços (fortes e sinceros) lá seguimos para a função a que nos propusemos para selar este nosso reencontro.
 
O local não era muito do agrado do meu amigo Marcelino, ainda me disse é pá e se fossemos para outro sitio, onde possamos estar mais à vontade para conversar, ao que respondi, está bom aqui, pedimos e sentamos à mesa diante de uma grelhada mista, que muito me agradou pois soube-me muito bem, mas não foi isso que nos levou ali mas sim o vermos-nos um ao outro e conversar um pouco sobre nós.

Só vos digo que ao fim de 3 horas, ainda estávamos com assunto para continuar a conversar, mas os afazeres de um e de outro ditaram a despedida com mais uns quantos abraços e a promessa de voltarmos a encontrar para mais um repasto como motivo para a tagarelice.
 
FOI BOM, MUITO BOM mesmo, mas ficou no ar e porque não com mais alguns amigos companheiros daquelas andanças por terras de África .
OK porque não um dia destes temos que pensar nisso, danadinhos para isso andam uns quantos, fica a promessa temos que ir e vamos por certo beber umas MANICAS e umas LAURENTINAS ao restaurante do chinês de Moçambique.

Desde já quero dizer que se aceitam sugestões para uma possível data, acho que estão encerrados á segunda feira (vou ver depois digo).


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

DESENRASCANÇO DE MAGALA - FEIRA da LADRA -Coronha de G3, por Américo Condeço


FEIRA da LADRA -Coronha de G3

Como no grupo "BATALHÃO DE CAVALARIA 3878" foi dado destaque a este EX LIBRIS de Lisboa (Feira da Ladra) vou contar o meu contacto com a mesma.
No IAO (Instrução Aperfeiçoamento Operações) ao saltar de uma "Berliet", em movimento, para o chão, apoiei mal a coronha da minha G3 e "pimba" lá foi ela para o "maneta" (a coronha).

No fim de semana seguinte, lá fui eu entrar com uns tostões para uma nova como mandava a lei do desenrascanço.
Quando cheguei a Santa Margarida no Domingo á noite fui montar a dita cuja e qual foi o meu espanto quando verifiquei que a mesma não dava, havia ali qualquer coisa que não estava bem.
Resultado, toda a semana a esconder a coronha partida colada com fita cola para que no fim de semana seguinte a pudesse trocar.
Quando cheguei novamente á Feira da Ladra o vendedor não estava lá.
Lembrei-me e fui a outro vendedor de material daquele e disse lhe: Senhor, olhe lá, você vendeu-me isto (coronha da G3) mas ela não serve na minha arma.
O homem com ar desconfiado lá ma trocou e eu fiquei assim com a coronha em perfeitas condições.
 
Desenrascanço de Magala
 
Autor: Américo Condeço