segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Poemas I, de Paulo Lopes

 
 
A divulgação de todas as atrocidades têm de estar sempre presentes!
Denunciar repetidamente porque isso é necessário mas, e porque há sempre um mas, oferece-me dizer:

LARANJA MECÂNICA


Na insipiência
dos blocos de frio
cimento:
a cidade.

O amor não existe
e o homem esconde-se de si próprio.

paulo lopes (1974)

ou também que:

VIVER OU NÃO VIVER

Vivemos assentes
em matemática
pertencemos
à engrenagem de uma
máquina.

paulo lopes (1970)