domingo, 8 de dezembro de 2013

Armando Guterres, por Paulo Lopes

Armando Guterres - foto de Duarte Pereira

por Paulo Lopes
 
Acompanhei este nosso amigo em aventuras e desventuras pelas matas dilacerantes de uma guerra que nunca, em nós (posso falar por ele neste aspeto) conseguiu alterar a forma de estar nela mantendo sempre em primeiro lugar o nosso real pensamento fazendo sempre por esquecer as ordens dos mandantes.
 
Perdi-lhe o rasto depois disso.
 
Soube mais tarde onde estava.
 
Fui visitá-lo.
 
Encontrei o mesmo rosto sorridente, a mesma forma de estar na vida, a mesma leitura do mundo, a mesma ausência de presunção.
 
Não poderei dizer que somos amigos do peito, assim como não o seremos a maior parte de nós mas, disso tenho a certeza, foi um elemento que sempre ficou guardado comigo por tudo o que ele representa na forma de sentir as pessoas e o mundo, nunca renegando as suas origens.
 
Muito mais gostaria de exprimir a minha amizade e admiração por este homem mas penso que seria desnecessário nem ele, muito provavelmente, gostaria.
 
Um abraço para ele.